COP 28 e as estratégias globais para a crise climática

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As Conferências das Partes (COPs) acontecem com regularidade para discutir assuntos relevantes. No caso da COP 28, realizada em dezembro de 2023, o foco foi chegar a um consenso para impedir o avanço da crise climática.

Apesar de parecer algo simples, esse problema tem uma relação direta com as desigualdades sociais. Isso porque os mais afetados pelas mudanças climáticas são pessoas em situação de vulnerabilidade social. Portanto, sabe-se que essa é uma emergência de saúde e humanitária.

A questão é: o que ficou decidido na conferência do clima? Neste post, explicaremos as respostas dos países, abordando como a crise climática aumenta a desigualdade e o papel dos países desenvolvidos. Saiba mais.

O que é cúpula do clima?

A cúpula do clima é uma Conferência das Partes (COP) que reúne vários membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir estratégias que visem à redução da crise climática. A primeira foi realizada em Berlim, na Alemanha, em 1995. Ainda são realizados outros eventos ambientais, com foco na perda da biodiversidade e na desertificação.

Basicamente, uma reunião que abrange as partes de uma convenção é uma COP. No entanto, as mais comuns e conhecidas são aquelas que envolvem as negociações climáticas.

Nesse evento, os participantes identificam riscos para o meio ambiente. Além disso, negociam estratégias que possam reduzir os riscos dos efeitos negativos para a natureza, a sociedade e a economia.

Quais os principais objetivos da COP 28?

Os principais objetivos da COP 28 foram limitar o aumento da temperatura em 1,5°C e mudar o uso dos combustíveis fósseis para as energias renováveis. Assim, também foram discutidos o papel das redes de eletricidade e a inserção de pessoas, comunidades e natureza no centro das discussões.

Aqui, é relevante destacar que a temperatura 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais é conhecido como o ponto de inflexão. Ou seja, assim que for ultrapassado, muitas mudanças climáticas globais se tornam irreversíveis e impactam o equilíbrio dos sistemas naturais.

Nesse caso, as camadas de gelo polar, os recifes de coral e as florestas tropicais e boreais tendem a colapsar. Da mesma forma, a circulação do Oceano Atlântico é afetada, o que pode gerar eventos extremos, como ciclones e tornados.

Nesse sentido, as discussões foram voltadas para o corte nas emissões de carbono antes de 2030. Elas ainda contaram com a inclusão das crianças, já que 1 bilhão delas vive em áreas de alto risco climático.

Esse número representa metade da população infantil global, que enfrenta situações de secas, enchentes, poluição e insegurança alimentar. Por isso, as crianças foram incluídas nos debates e tiveram um papel relevante, já que são os herdeiros desse planeta.

O que foi decidido na COP 28?

O que foi decidido na COP 28 é implementar a transição energética e triplicar a capacidade de energia renovável até 2030. Também foi definida a criação de um fundo de US$420 milhões para apoiar os países impactados pelo aquecimento global. No entanto, mesmo que a redução tenha sido estabelecida, não se chegou a uma eliminação dos combustíveis fósseis.

Esse último ponto era um dos principais, na visão dos ambientalistas. Contudo, os países ainda não chegaram a esse consenso. Da mesma forma, faltou definir os compromissos de financiamento de forma mais concreta. Afinal, a ideia era adaptar a realidade e diminuir os riscos causados pela crise climática.

Ao mesmo tempo, o fundo de US$420 milhões foi considerado insuficiente para oferecer o suporte necessário aos países afetados. Isso é importante, porque a maioria deles está em desenvolvimento e tem situações de desigualdade social mais gritantes. Assim, as ações de erradicação da pobreza são impactadas devido às mudanças do clima.

Como a crise climática aumenta a desigualdade?

A crise climática aumenta a desigualdade, porque a população em vulnerabilidade social é a mais afetada pelas mudanças do clima. A relação ocorre da seguinte forma: enquanto os países mais ricos são os que mais poluem, os mais carentes sofrem com:

  • enchentes;
  • furacões;
  • tufões;
  • elevação do nível do mar;
  • etc.

Um exemplo é o Senegal, país africano cuja população vem tendo seus meios de subsistência e suas casas destruídos devido ao aumento do nível do mar. Esse é um efeito da mudança da temperatura global e gera o crescimento da violência, da pobreza e da migração via rotas perigosas.

Ainda há ciclones em Mianmar, Moçambique, Madagascar e no sul do Brasil, calor extremo e secas prolongadas em várias regiões e inundações generalizadas no Sudão do Sul. Também foram verificadas taxas de dengue elevadas nos países das Américas e surtos simultâneos de cólera em diferentes países do mundo.

Qual o papel dos países desenvolvidos em mitigar os riscos causados pela mudança extrema no clima?

O papel dos países desenvolvidos em mitigar os riscos causados pela mudança extrema no clima é compensar perdas e o estado vulnerável das populações. Por serem os maiores poluidores, também devem ser responsáveis por criarem tecnologias de captura de carbono, o que poderia cumprir a meta do aquecimento global, evitando impactos devastadores.

Essa questão foi reconhecida na COP 28 por meio do financiamento para mitigação e adaptação. A ideia é evitar efeitos negativos, que garantirão uma adequação menos radical. Porém, nada disso foi validado, apesar de haver a sinalização da necessidade.

Assim, a COP 28 registrou avanços, mas eles ainda ficaram aquém do esperado. A crise climática precisa ser combatida para as populações serem menos afetadas. Junto a isso, várias iniciativas são realizadas, como a Habitat Brasil, que garante moradia digna a milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

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Resumindo

O que quer dizer a sigla COP?

A sigla COP quer dizer Conferência das Partes, uma reunião que abrange todos os países-membros da ONU. Normalmente, elas têm como foco as mudanças climáticas, mas também têm relação com outros aspectos ambientais, como a desertificação e a perda da biodiversidade.

Qual o objetivo da COP 28?

O objetivo da COP 28 foi limitar o aumento da temperatura global em 1,5°C. Para isso, foi debatida a mudança dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, o papel das redes de eletricidade e a inserção de pessoas, comunidades e natureza nas discussões.