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Causa

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A Habitat para a Humanidade Brasil atua para combater as desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver. 

Em 2020, a pobreza e a desigualdade social aumentaram em quase 20% no Brasil. Mais de 19 milhões de pessoas estão passando fome. Isso quer dizer que quase 10% da população está subalimentada. O país deve voltar a figurar na geopolítica da miséria: o Mapa da Fome

34 milhões de moradias no país não têm acesso a saneamento básico. Isso representa 49,2% de todas as casas brasileiras. As mulheres pobres do Norte e do Nordeste do país são as mais afetadas.

Outras 9,6 milhões de casas – ou seja, cerca de 48 milhões de pessoas – não têm acesso à água potável. 

Com a aprovação em 2020 do Novo Marco do Saneamento, que propõe a privatização deste direito humano, esse número deve aumentar, dificultando ainda mais o acesso à água e ao saneamento pela população pobre do país.

O déficit habitacional no país aumentou. Temos mais de 6 milhões de famílias sem casa. Pelo menos 8% das casas do país são precárias ou têm um valor de aluguel muito alto, inacessível para a população mais pobre. São mais de 3 milhões de famílias vivendo nesta situação. 

A solução encontrada por milhares de pessoas é ocupar terrenos e prédios abandonados para construir suas moradias. No entanto, o Brasil é um dos países que mais despeja famílias no mundo. Em 2020, em plena pandemia, não foi diferente.

Apesar do lema “fique em casa” e de recomendações de todos os órgãos de proteção de direitos humanos, incluindo a Organização das Nações Unidas, para evitar os despejos, mais de 9.156 famílias foram despejadas durante a pandemia no Brasil, de acordo com dados da Campanha #DespejoZero.

60% de todos os casos registrados aconteceram em dois estados: São Paulo e Amazonas. São mais de 64.546 famílias ameaçadas de perderem suas casas.

98% da verba destinada ao programa de habitação popular vigente foi cortada, praticamente zerando o orçamento para construção de moradia para famílias de baixa renda no país.

*Fontes: IPEA, ONU, IBGE, Fundação João Pinheiro e Campanha Despejo Zero.

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