Nossa Causa

Conheça a realidade de milhares de famílias que vivem em lugares inadequados.

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Tanta gente sem casa, tanta casa sem gente

Mais de 6,35 milhões de famílias no Brasil não têm uma casa para morar. Isso se traduz em mais de 30 milhões de pessoas sem um teto para viver e abrigar suas famílias. 87% dessas famílias vivem em áreas urbanas. As cidades brasileiras apresentam algumas das maiores taxas de desigualdade social do mundo assim como o m² mais caro da América Latina.

Hoje em dia, mais de 50 milhões de brasileiras e brasileiros vivem em situação de pobreza. Sem condições de pagar aluguel, se instalam em ocupações e assentamentos informais.

Moradia, saúde e infância

No Brasil, mais de 18 milhões de domicílios não têm acesso a esgotamento sanitário. Isso quer dizer que cerca de 32,9% dos domicílios do país não contam com rede de esgoto ou fossa séptica. 17,3 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 0 e 14 anos no Brasil estão vivendo em situação de pobreza, em favelas e comunidades informais.

Condições precárias de moradia podem causar infecções parasitárias em crianças e, consequentemente, afetar o desenvolvimento da inteligência. Doenças infecciosas e infecções respiratórias são a 2ª e 3ª causas de mortalidade infantil. 72,1% das faltas de crianças na escola, que comprometem o rendimento escolar, são causadas por problemas de saúde. 43,2% dos alunos que não realizam a lição de casa de forma adequada apresentam pior desempenho nos estudos.

Quando morar é um privilégio, ocupar é um direito

Milhares de comunidades e ocupações estão em ameaça de despejo no Brasil. Isso quer dizer que milhões de brasileiras e brasileiros estão sob risco de ficarem sem teto e sem uma solução que garanta o direito à moradia.

Até 2024, o Brasil terá uma demanda superior a 1 milhão de novos domicílios por ano nos próximos seis anos. Atualmente, existem 7,9 milhões de imóveis vagos no Brasil. 80% deles estão localizados em áreas urbanas. Desse total, 6,89 milhões estão em condições de serem ocupados.

Trabalhamos com centenas de entidades da sociedade civil para propor e implementar políticas públicas para promover habitação de interesse social, melhorias habitacionais e construção de casas novas.

 

*Dados: Fundação João Pinheiro 2015; Estudo “Demanda Futura por Moradia”,  Universidade Federal Fluminense/Secretaria Nacional de Habitação; PNAD 2015; Ministério da Saúde; IBGE – Censo Demográfico 2010.