Filmes para entender processos de segregação e resistência de Quilombos

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Por muito tempo quilombos foram considerados como abrigo de pessoas escravizadas em fuga. Localizados em locais de difícil acesso, ofereciam segurança e possibilidade de defesa desses territórios e de seus ocupantes

Hoje, temos uma ressignificação deste termo, uma nova apropriação do conceito indicando forma de resistência e luta para comunidades negras rurais e urbanas do Brasil.

Para refletir mais sobre a segregação espacial e resistência que perpassam a constituição destes territórios étnicos, a Habitat Brasil selecionou três filmes sobre a realidade desses territórios de resistência.

Não deixe de conferir:

  • Vozes da resistência: os quilombos urbanos de Belo HorizonteZuleide FilgueirasO documentário é um longa-metragem e tem como tema central a questão da regularização fundiária do território de três comunidades quilombolas da capital mineira: Luízes, Mangueiras e Manzo Ngunzo Kaiango. 
  • Nove águas Gabriel Martins e Quilombo dos MarquesEm 1930, Marcos e seu grupo de descendentes de escravizados saíram do Vale do Jequitinhonha rumo ao Vale do Mucuri. Fugindo da seca, da fome e da violência no campo, os quilombolas buscavam um novo território para construir sua comunidade. Dos tempos do desbravamento aos atuais, a história conta a luta por água e terra protagonizada pelos moradores do Quilombo Marques, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais.
  • Pernambués – Quilombo UrbanoLúcio LimaOriundo do antigo Quilombo do Cabula, Pernambués, bairro periférico de Salvador, nasceu trazendo em sua raiz uma negritude que pode ser vista em sua paradoxal existência entre os casarões nobres e a resistência de um povo batalhador. Pernambués – Quilombo urbano, retrata toda a construção do bairro e seu contexto histórico, desde os laranjais à sua desvinculação do Cabula, percorrendo por rostos e raças que o torna o atual bairro mais negro de Salvador. As histórias navegam pelas personalidades nascidas em Pernambués, sendo conduzida pelo rapper Negro Davi, músico, reconhecido internacionalmente, que carrega consigo as marcas da luta pelo reconhecimento do seu local de origem.

A Habitat Brasil defende que a discussão sobre moradia digna não pode ser dissociada da discussão sobre o direito à cidade para populações mais vulneráveis. Trabalhamos ativamente, em conjunto com outras entidades da sociedade civil, para influenciar políticas públicas e ampliar o debate sobre a proteção de assentamentos precários e a melhor ocupação das cidades, especialmente considerando o melhor uso dos investimentos e infraestrutura existentes.