Filmes que retratam a realidade das domésticas no Brasil

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Na semana em que celebramos uma das datas políticas mais importantes, o Dia Mundial das Trabalhadoras Domésticas, selecionamos filmes que abordam as  condições de trabalho da categoria no Brasil.

Diretamente afetadas pelos impactos do racismo e do sexismo, as trabalhadoras domésticas também  tem sido um dos setores mais expostos e atingidos ao longo da pandemia. Ano passado 1,2 milhão de pessoas perderam o emprego nessa atividade. Também vale lembrar que a primeira pessoa que veio a óbito por covid-19 foi uma trabalhadora doméstica.

Para incentivar o debate sobre a questão, a Habitat Brasil selecionou três filmes que retratam a realidade das domésticas no Brasil, onde, além das desigualdades geradas pela interseccionalidade de gênero, raça e classe, enfrentam a presença da herança colonial da escravidão. Fato que corrobora para a perpetuação do trabalho infantil, assédio sexual e moral, abandono familiar, falta de formalização e fiscalização e privação de direitos trabalhistas.

Não deixe de conferir:

  • Podia ter sido EU – Yane Mendes e Nanda Paixão Filme reúne imagens do Ato realizado em Recife por justiça do assassinato de Miguel Otávio Santana da Silva (05), deixado sozinho no elevador pela empregadora de sua mãe. O documentário também traz depoimentos de filhos e filhas de empregadas domésticas que viviam como Miguel frequentando as casas das patroas.
  • Doméstica – Gabriel Mascaro Mascaro entregou câmeras para sete adolescentes com a missão de que estes filmassem as empregadas domésticas de suas casas durante uma semana. Com a edição do material bruto, o resultado é um retrato íntimo e delicado sobre temas como intimidade, afeto e relações de poder, com ênfase em questões sérias e ainda contemporâneas, como equidade de gênero, raça e classes sociais. 
  • Que horas ela volta – Anna Muylaert  A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.

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