Ao todo, foram selecionadas 10 propostas para produção de reportagens sobre os desafios e as soluções para garantir moradia digna e justiça climática nas cidades brasileiras a partir da realidade dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Pará e Rio Grande do Sul.
As propostas selecionadas receberão um apoio financeiro de R$4 mil cada para a produção das reportagens, totalizando um investimento de R$40 mil. As pautas contemplam diferentes territórios e perspectivas, além de abordar questões relacionadas à moradia, às mudanças climáticas, às desigualdades urbanas e às estratégias de adaptação e enfrentamento aos eventos extremos.
Confira abaixo as propostas e os(as) jornalistas selecionados!
São Paulo
- Impactos da precariedade habitacional e dos eventos climáticos extremos sobre a primeira infância, com atenção especial às crianças imigrantes em áreas urbanas de São Paulo (Lucas Veloso);
- Após remoções nas áreas de mananciais, moradores do Grajaú enfrentam dívidas de condomínio e risco de perder novamente suas casas (Isabela Alves).
Rio de Janeiro
- Favela e aldeia: território, identidade e justiça socioambiental em Cordovil (Isabella Kariri);
- Direito à moradia nas favelas: entre o planejamento e a espera – a realidade de famílias removidas que ainda aguardam a casa prometida pelo Estado (Thiago da Silva).
Rio Grande do Sul
- Depois da água: mulheres, moradia e permanência nos territórios da crise climática no Rio Grande do Sul (Maria Alessandra Ferrari);
- A casa que a água levou: comunidade LGBTQ+, moradia e reconstrução após as enchentes no Rio Grande do Sul (Fernanda Huggentobler).
Pernambuco
- Vozes da Cocheira: o que a ponte não vai cruzar (Leandro Guilherme Lopes);
- No morro é mais quente (Victor Moura).
Pará
- O ‘futuro digital’ chegou antes da moradia digna: moradores do Barreiro cobram justiça climática em Belém (Daniel de Jesus);
- A casa que a criança esconde: os sonhos de quem cresce sem banheiro em Belém (Hellen Lirtêz).
As pautas foram avaliadas a partir de critérios como relevância e originalidade, potencial de aprofundamento da investigação, experiência do profissional, alcance e relevância do veículo ou canal de publicação e incorporação das perspectivas de gênero e raça. O edital também buscou valorizar propostas capazes de dar visibilidade às experiências e aos conhecimentos de territórios vulnerabilizados, movimentos populares e outros atores/atrizes historicamente impactados pelas injustiças climáticas e habitacionais.
Além do apoio financeiro, os jornalistas selecionados poderão participar de duas aulas on-line sobre os temas centrais do edital: Panorama do direito à moradia no Brasil em 17 de agosto (segunda-feira) e Mudanças climáticas e os efeitos nas cidades brasileiras no dia 19 (quarta-feira). As reportagens serão produzidas entre agosto e setembro, com publicação prevista até 25 de setembro de 2026.