Nossa causa

Acreditamos que o acesso à moradia adequada é um direito de todos. Trabalhamos para que famílias vivendo em condições de pobreza, em casas precárias, tenham um lugar adequado para morar.

Atualmente, milhares de pessoas não têm essa garantia no Brasil. Muitas mães acordam assustadas na madrugada toda vez que chove, pois a casa fica completamente alagada. Milhares de crianças não têm sequer um lugar para estudar. Inúmeras famílias nunca se reuniram à mesa em casa durante uma refeição. Sem contar que muitas pessoas vivem em um único cômodo, utilizado para a realização de diferentes atividades, como assistir à televisão, cozinhar, estudar e dormir. Ainda tantas outras mulheres têm que andar quilômetros por dia em busca de água para cozinhar e matar a sede.

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Neste momento, famílias inteiras correm riscos de saúde e segurança ao residir em locais onde as estruturas das paredes e telhados estão inadequadas e, visivelmente, podem desabar a qualquer momento. Muitas não têm nem mesmo um banheiro. Há falta de ventilação e iluminação pela falta de janelas nas casas. O piso, em geral, é de terra batida ou concreto, além das constantes infiltrações, goteiras e do mofo.

Para crianças e adolescentes, isso se traduz em falta de privacidade, apreensão e medo dentro de casa; ausência de um lugar adequado para fazer a lição da escola ou brincar. Em ambientes de moradia precários, materiais escolares são danificados pela chuva e a higiene e a saúde das crianças ficam comprometidas, ocasionando inúmeras doenças e afetando o rendimento escolar.

O objetivo do trabalho da Habitat é possibilitar um ambiente seguro e saudável onde famílias se desenvolvam ainda mais. O acesso à moradia adequada é essencial para a conquista de outros direitos. Este é o primeiro passo em direção a um futuro com inúmeras oportunidades.

Justamente por acreditar que precisamos atender às pessoas que estão em situação de mais vulnerabilidade, Habitat prioriza em seus projetos famílias lideradas por mulheres; com crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas ou deficiência.

Infância, moradia e saúde

Segundo o Ministério da Saúde, doenças infecciosas e infecções respiratórias são a 2ª e 3ª causas de mortalidade infantil. Estudos mostram que a saúde é responsável por 72,1% das faltas de crianças na escola, comprometendo o seu rendimento escolar. E 43,2% dos alunos que não realizam a lição de casa de forma adequada apresentam pior desempenho nos estudos.

Crianças com problemas de saúde faltam mais à escola, têm menos predisposição aos estudos e se tornam mais vulneráveis ao crime e às drogas. Além disso, condições inadequadas de moradia podem causar infecções parasitárias em crianças e, consequentemente, afetar o desenvolvimento da inteligência. As diarreias na infância estão entre as duas principais causas de óbitos em menores de cinco anos. Segundo artigo do Dr. Dráuzio Varella, “quadros diarreicos de repetição, durante os primeiros cinco anos de vida, podem privar o cérebro das calorias necessárias para o desenvolvimento pleno e comprometer para sempre o quociente intelectual (QI) (…) O estresse causado por ambientes domésticos conturbados interfere com a construção de novas sinapses, deixando falhas duradouras no cérebro infantil”.

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Moradias inadequadas no Brasil

O déficit quantitativo habitacional no Brasil é de 6,490 milhões de unidades, correspondente a 12,1% dos domicílios do país, segundo o censo demográfico 2010.

A região Sudeste concentra 38% do déficit habitacional do país, o que corresponde a 2,674 milhões de unidades, mais da metade (1,495 milhões) em São Paulo.

15,476 milhões de domicílios estão inadequados e necessitam de melhorias, segundo a pesquisa “Déficit habitacional no Brasil 2008”, de 2011, da Fundação João Pinheiro.

Ou seja, além das famílias que não têm residência, um grande número vive em moradias inadequadas, com alta densidade demográfica, sem banheiro (ou compartilhando-o com outras casas). Ambientes sem iluminação ou ventilação não estão considerados nessa conta; indicando que esse número de habitações inadequadas poderia ser ainda maior.

 

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