Campanha da Habitat atinge meta de doações

Após intensa campanha de financiamento coletivo, os voluntários da Habitat Brasil atingiram a meta de arrecadação de recursos para a construção de quatro lares na comunidade de Heliópolis, em São Paulo.

A campanha aconteceu durante o mês de dezembro de 2016 e contou com a participação de 25 voluntários, que se dedicaram em diferentes atividades em todas as etapas do processo – desde a área construtiva e social até a comunicação e mobilização de recursos. Eles visitaram as famílias beneficiadas e fizeram os projetos para cada casa, produziram materiais de comunicação, além de pensarem em estratégias para arrecadação de fundos.

Agora, chegou a hora tão esperada: de colocar a mão na massa. Após 330 doações, com a meta de R$ 60 mil alcançada, os voluntários e a equipe da Habitat Brasil se organizam para iniciar as obras das casas amanhã, dia 08 de fevereiro. “Estamos muito animados com o início das obras. Receberemos em Heliópolis cerca de dez voluntários por dia. As moradoras beneficiadas não veem a hora de começar a construção. Nós acreditamos muito no sucesso deste projeto!”, conta Mayra Alvares, coordenadora de voluntariado do Escritório de Inovações Urbanas da Habitat Brasil. A partir desta semana, as construções estarão a todo vapor e a primeira moradia levantada será a da Nayara, que passará por uma reconstrução. Em todas as casas, a mão de obra também será voluntária: alunos e ex-alunos do curso Técnico de Edificações da ETEC de Heliópolis, além dos próprios voluntários que participaram do projeto e da campanha de crowdfunding.

Gil Carvalho, voluntária da Habitat Brasil, conta que “é muito gratificante fazer esse trabalho, usar nosso conhecimento a favor de pessoas de bem que precisam de nossa ajuda. Conhecer as famílias, ver a necessidade delas, identificar as patologias da habitação, fazer o máximo para melhorar  suas casas e, através disso, trazer  qualidade de vida a elas. É um processo inverso…melhorar o externo para mudar o interno. Isso não tem preço”.

Marco ao lado da moradora Cristiane, em Heliópolis.

Marco ao lado da moradora Cristiane, em Heliópolis.

Confira abaixo o depoimento do voluntário Marco Sileci sobre o projeto:

“É difícil falar sobre a minha experiência na campanha da Habitat sem cair na armadilha do ego. Digo isso porque minha principal motivação para participar desta ação não envolvia qualquer ganho ou realização pessoal, mas sim o sentimento de obrigação de ajudar aqueles que tiveram menos oportunidades do que eu. Originalmente, uma tentativa de “compensar a injustiça social do mundo”, graças à qual eu, por pura sorte, sou privilegiado. A arrecadação foi um sucesso, as casas serão construídas, objetivo atingido. É inegável e imensurável o impacto desta ação na vida das famílias, no futuro das crianças, no futuro dos filhos destas crianças e por aí vai. Maior ainda foi o impacto na minha vida, e aí está o elemento que me pegou de surpresa. A satisfação é tamanha que, por mais que eu tente, não consigo fugir de um sentimento egoísta, ou seja, de sentir que todo este esforço beneficiou mais a mim mesmo do que a todos os “beneficiados oficiais”, por mais incrível que seja a mudança na vida deles. Acho que nenhum voluntário vai discordar: não há absolutamente nada no mundo que se equipare a este sentimento. E as casas nem começaram a ser construídas. No fim das contas, não consegui escapar: caí na armadilha do ego. Nunca estive tão feliz.”

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